O que é Escoliose?

Coluna vertebral com escoliose mostrando desvio lateral e rotação das vértebras - Artigo completo sobre sintomas e tratamento com Dr. Diego Ramos Neurocirurgião Especialista em Coluna em Campo Grande MS.

Resumo do Especialista

O que é: A escoliose é um desvio lateral da coluna (em “S” ou “C”). Em adultos, causa dor e desgaste; em jovens, deformidade estética.

Tratamento: Depende do grau. Curvas leves exigem observação ou colete. Curvas graves (>45°) ou progressivas podem exigir cirurgia para correção e proteção neurológica.

Diferencial: O Dr. Diego Ramos utiliza monitorização intraoperatória para maximizar a segurança dos nervos durante a correção cirúrgica.

O que é escoliose? Sintomas, tipos e tratamento

A escoliose é uma alteração estrutural da coluna vertebral caracterizada por uma curvatura lateral anormal, que pode variar em intensidade e causar desde pequenas assimetrias até comprometimentos funcionais importantes. Embora seja frequentemente diagnosticada na infância e adolescência, também pode se manifestar ou progredir na fase adulta. Entender o que é escoliose, seus sintomas e os diferentes tipos e tratamentos disponíveis é essencial para possibilitar o diagnóstico precoce e manejo adequado.

O que é escoliose?

A escoliose consiste em um desvio lateral da coluna em formato de “C” ou “S”. Esse desvio não deve ser confundido com má postura, já que em muitos casos há uma alteração estrutural permanente nas vértebras. Quando o grau da curva é pequeno, pode passar despercebido; porém, em curvas maiores, os sintomas tornam-se evidentes e podem impactar diretamente a qualidade de vida.

Sintomas da escoliose

Os sintomas da escoliose variam conforme a gravidade da curvatura e a idade do paciente. Em alguns casos, a deformidade pode ser percebida visualmente; em outros, a principal queixa é dor nas costas. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Assimetria nos ombros (um mais alto que o outro);
  • Diferentes alturas na cintura pélvica;
  • Escápula (osso da omoplata) mais saliente de um lado;
  • Arco costal proeminente, conhecido como “giba”;
  • Roupas que parecem “caídas” para um lado;
  • Dores nas costas, especialmente após esforço físico ou longos períodos sentado;
  • Em casos graves, dificuldade respiratória devido à alteração da caixa torácica.

Vale ressaltar que em crianças e adolescentes a escoliose pode ser silenciosa, sem dor significativa. Por isso, é importante que pais e responsáveis observem sinais visuais de assimetria corporal e procurem avaliação médica quando necessário.

Radiografia frontal de coluna total evidenciando escoliose toracolombar com ângulo de Cobb aproximado de 45 graus.
Figura 1: Diagnóstico por Imagem. A radiografia evidencia uma escoliose toracolombar com desvio de aproximadamente 45°. Este grau de curvatura é considerado moderado a grave. A avaliação detalhada define se a conduta será conservadora ou cirúrgica.
(Imagem ilustrativa de caráter educativo – Res. CFM 2.336/23).

Quais são os tipos de escoliose?

A escoliose pode ter diferentes causas e manifestações clínicas. Conhecer os tipos de escoliose ajuda a compreender melhor o diagnóstico e direcionar o tratamento mais adequado.

Escoliose congênita

Está presente desde o nascimento e ocorre devido a malformações nas vértebras durante a gestação. Muitas vezes é diagnosticada precocemente, podendo exigir acompanhamento especializado ao longo da vida.

Escoliose pós-traumática

Decorre de fraturas na coluna ou de cirurgias prévias que comprometem a estrutura e alinhamento vertebral.

Escoliose degenerativa

Comum em adultos e idosos, é causada pelo desgaste natural das estruturas da coluna, como discos intervertebrais e articulações. Pode estar associada à dor lombar crônica.

Escoliose neuromuscular

Secundária a doenças neurológicas ou musculares, como paralisia cerebral ou distrofias musculares. Normalmente apresenta curvas mais graves e progressivas, exigindo acompanhamento multidisciplinar.

Escoliose secundária

Relacionada a outras condições médicas, como tumores ou doenças inflamatórias da coluna.

Escoliose postural

Associada a vícios de postura ou discrepância no comprimento dos membros inferiores. Geralmente é reversível quando a causa é tratada.

Escoliose idiopática

É a forma mais comum, especialmente em adolescentes. Recebe esse nome quando não há uma causa claramente identificável. A escoliose idiopática pode progredir com o crescimento e exige acompanhamento periódico.

Tratamento da escoliose

O tratamento da escoliose depende da idade do paciente, do tipo de escoliose, da gravidade da curva e da presença de sintomas. As abordagens mais comuns incluem:

Observação clínica

Indicada para curvas pequenas, geralmente menores que 25 graus em pacientes em crescimento, ou menores que 40 graus em pacientes adultos. Nestes casos, a reavaliação periódica com exames de imagem é fundamental para monitorar a progressão da curva.

Uso de colete

Recomendado para pacientes com esqueleto imaturo e curvas entre 25 e 40 graus. O objetivo do colete não é corrigir a deformidade já existente, mas sim impedir ou retardar a progressão da escoliose.

Cirurgia de escoliose

A cirurgia de escoliose é indicada em curvas maiores que 40 a 45 graus que continuam a progredir, ou em pacientes com curvas acima de 50 graus. O objetivo é corrigir a deformidade, estabilizar a coluna e preservar a função neurológica. Durante o procedimento, são utilizados parafusos e hastes que permitem alinhar e fixar as vértebras. Hoje, as técnicas cirúrgicas contam com sistemas de monitoração intraoperatória para reduzir riscos. Apesar de ser um procedimento complexo, os resultados clínicos costumam ser muito positivos, proporcionando melhora estética e funcional.

Comparativo radiológico pré e pós-operatório de cirurgia de escoliose com instrumentação posterior.
Figura 2: Correção Cirúrgica. Comparativo radiológico demonstrando a correção do eixo vertebral (Antes e Depois). Neste caso, a artrodese seletiva buscou poupar vértebras lombares baixas para preservar a mobilidade. O alinhamento é planejado para favorecer o equilíbrio global da coluna.
(Imagem de acervo didático. Os resultados variam conforme a gravidade e anatomia de cada paciente – Res. CFM 2.336/23).

Reabilitação após cirurgia de escoliose

Após a cirurgia, o paciente permanece em observação hospitalar por alguns dias e inicia o processo de reabilitação com fisioterapia. O retorno às atividades varia de acordo com o tipo de cirurgia, idade e condições clínicas, mas geralmente ocorre entre 4 a 12 semanas. O acompanhamento médico contínuo é essencial para buscar uma recuperação adequada e prevenir complicações.

Diagnóstico precoce e importância do acompanhamento

O diagnóstico precoce da escoliose é fundamental para evitar a progressão da deformidade e reduzir a necessidade de cirurgia. Consultas regulares, especialmente durante a infância e adolescência, permitem identificar sinais iniciais e iniciar o tratamento no momento mais adequado.

Conclusão

A escoliose é uma condição que pode variar de formas leves e assintomáticas até casos graves com impacto funcional e estético. Identificar os sintomas da escoliose, reconhecer os tipos de escoliose e buscar acompanhamento especializado são passos fundamentais para um tratamento eficaz. Se você suspeita de escoliose ou já possui diagnóstico, converse com um neurocirurgião especialista em coluna para definir a melhor conduta, seja ela observação, uso de colete ou cirurgia corretiva.

Diagnóstico de Escoliose? Tenha uma opinião especializada.

Seja para acompanhar o crescimento do seu filho ou tratar dores crônicas na fase adulta, a avaliação correta define o sucesso do tratamento. O Dr. Diego Ramos é referência em correção de deformidades da coluna em Campo Grande/MS.

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Dr. Diego Ramos – Neurocirurgião em Campo Grande/MS | CRM-MS 6407 | RQE 6277

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